Juquiá

Juquiá

O Município
Brasão Juquiá

Juquiá localiza-se na microrregião de Registro, Vale do Ribeira, sul do estado, à latitude 24º19'15" sul e à longitude 47º38'05" oeste; tem altitude de 17 metros.

Localizada entre São Paulo e Curitiba, faz divisa com Miracatu, Sete Barras, Registro, Iguape e Tapiraí.

A cidade é cortada por três rodovias: a BR-116, também chamada de Rodovia Régis Bittencourt, a SP-79, que liga Juquiá ao município de Sorocaba e a SP-165, que liga Juquiá ao município de Sete Barras. Também é cortada por uma ferrovia desativada.

O município também é cortado por três rios: O rio Juquiá que deságua no rio Ribeira do Iguape e que se origina nos rios Juquiá-Guaçu, Assungüi e São lourenço, ambos no município de Juquiá.

A cidade também possui duas usinas hidrelétricas, a usina Salto do Iporanga, no bairro Iporanga, a Usina Hidrelétrica do Alecrim, no bairro Juquiá-guaçu, todas pertencentes a usina hidrelétrica CBA.

História

Às margens do rio Juquiá, quase na confluência do rio São Lorenço, foi fundada a povoação de Santo Antônio de Juquiá, em 1829, por Felipe Fernandes e outros desbravadores.

Construída a capela, foi curada em novembro de 1831, no termo de Iguape.

Em abril de 1853 foi elevada à freguesia, ainda no município de Iguape e com o nome de Santo Antônio de Juquiá.

O topônimo Juquiá foi instituído pela Lei nº 9.073, de 31 de março de 1938. Juquiá, no tupi pode significar: rio sujo, espinho de fruta ou covo para peixe; mas parece que o primeiro é o que melhor explica, pelas águas escuras que banham a cidade.

Em dezembro de 1948 foi elevado a Município.

Juquiá tem na cultura da banana o seu principal produto, justificando o cognome de Capital da Banana.

Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de Juquiá, por Lei Provincial nº 11, de 16 de abril de 1853, no Município de Iguape.

Em divisão administrativa do Brasil referente ao ano de 1911, figura no Município de Iguape o Distrito de Juquiá.

Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, figura o Distrito judiciário de Juquiá no Município de Iguape.

No quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Distrito de Juquiá permanece no Município de Iguape.

Pelo Decreto-lei Estadual nº 9775, de 30 de novembro de 1938, este Distrito foi transferido do Município de Iguape para o novo Município de Prainha.

Em 1939-1943 o Distrito de Juquiá figura no Município de Prainha. Pelo Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, o Município de Prainha passou a denominar-se Miracatu.

No quadro fixado, pelo referido Decreto-lei Estadual nº 14334, para vigorar em 1945-1948, o Distrito de Juquiá figura no Município de Miracatu.

Elevado à categoria de município com a denominação de Jequiá, por Lei nº 233, de 24 de dezembro de 1948, desmembrado de Miracatu. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 10 de abril de 1949.

Fixado o quadro teritorial para vigorar em 1949-1953, o município permanece composto do Distrito Sede. Assim permanece no quadro fixado pela Lei Estadual nº 2456, de 30-XII-1953 para vigorar em 1954­1958.

Em divisão territorial datada de 01-VII-1960, o município é constituído do Distrito Sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.

Estatísticas
População Estimada em 2018 18.908
População Estimada em 2010 19.246
Densidade Demográfica em 2010 23,65 hab/km²
Juquiaenses Ilustres

Rogério da Silva Bispo

Rogério Bispo

Rogério da Silva Bispo, nascido em 16 de novembro de 1985, é um atleta juquiaense, especialista no salto em distância.

Menino de origem humilde, sua história não é diferente de muitos atletas brasileiros. Conciliar o trabalho com o esporte sempre foi um dos seus maiores prazeres. Foi engraxate, ajudante de pedreiro e vendedor de pastel, goleiro do time local da cidade de Juquiá. Com 18 anos de idade passou para o atletismo.

Com muita dedicação Rogério participou de inúmeras competições nacionais e internacionais representando o Brasil.

No campeonato Sul-Americano de 2006, realizado em Tunja, foi medalha de ouro com a marca de 8,32m. A marca, porém, não foi computada como seu melhor recorde, por ter sido obtida com vento de 4,0m/s (o limite para estabelecimento de recordes é 2,0 m/s).

Na sua estréia nos Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro em 2007, Rogério Bispo ficou com a décima colocação, ao saltar 7,44 m.

Sua melhor marca no salto em distância é de 8,21 m, obtidos em 2006.


Edith Veiga

Edith Veiga

Benedita Edith Veiga, nascida em 12 de fevereiro de 1941, é uma cantora ,compositora e atriz juquiaense.

Fez sucesso com "Faz-me Rir" na década de 1960, vendendo 500 mil cópias e ficando nas paradas por dois anos. Na mesma época, ganhou prêmios como o Troféu Roquette Pinto, na categoria revelação. Participou de quase todos os programas de televisão da época e ganhou o apelido de "As Pernas que Cantam". Em 2003, Edith retornou aos palcos e atualmente faz apresentações por todo o país.


Amantino Adorno Vassão

Reverendo Amantino Adorno Vassão

Amantino Adorno Vassão (1910 — 30 de janeiro de 1997), juquiaense, foi um pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, presidindo seu Supremo Concílio entre os anos 1962-1966.

Pastoreou igrejas no estado de São Paulo na da década de 1930, na cidade de Iguape (1934 a 1936), e na capital São Paulo na igreja do bairro da Lapa, onde permaneceu por cerca de 8 anos até 1944.

Em 1945, assumiu o pastorado da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, permanecendo efetivamente 35 anos, até ser jubilado no dia 27 de setembro de 1980.

Traduziu da língua inglesa para a língua portuguesa obras literárias de escritores cristãos como C.S. Lewis, Rev. Robert Schuller e Billy Graham. Escreveu obras como "Mesmo na Tempestade", "Esteiras de Luz", "Armadura do Cristão".