Juquiá vacina mais de 30% da população em campanha contra a Febre Amarela

Na Oportunidade o Prefeito Renato Soares Esclareceu aos Munícipes a Importância sobre a Imunização

A Prefeitura de Juquiá por meio da Secretaria de Saúde Municipal, realizou entre os dias 26 de fevereiro a 3 de março, campanha de vacinação contra a febre amarela. Além dos postos de saúde, a ação foi realizada em pontos estratégicos da zona rural e urbana, inclusive em comércios com grande circulação de pessoas, como por exemplo, nos Supermercados Bom Preço e Tio Beba. O prefeito Renato Soares também participou da ação, visitando os pontos de vacinação e esclarecendo aos munícipes a importância sobre a imunização.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A doença tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti. O vírus da febre amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A doença não é passada de pessoa a pessoa. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

Há dois diferentes ciclos epidemiológicos de transmissão, o silvestre e o urbano. Mas a doença tem as mesmas características sob o ponto de vista etiológico, clínico, imunológico e fisiopatológico. É importante informar que o ciclo da doença atualmente é silvestre, com transmissão por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

Os sintomas iniciais da doença aparecem de 3 a 6 dias após a pessoa ter sido picada, são eles: súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

Locais que têm matas e rios, onde o vírus e seus hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente, são consideradas como áreas de risco. Ressaltando que a região do Vale do Ribeira abriga 61% da mata atlântica remanescente no Brasil, possuindo 150.000 hectares de restinga e 17.000 de manguezais. São aproximadamente 284.893 habitantes que vivem numa localidade cujo possui habitat é ideal para proliferação rápida da doença.

A Secretária Municipal de Saúde de Juquiá fechou o balanço de 6 (seis) dias de campanha de vacinação contra a febre amarela, imunizando 5.515 (cinco mil quinhentos e quinze) moradores de todas as idades, ou seja, Juquiá atingiu em seis dias de campanha, contando os já imunizados anteriormente, mais de 30% da população, fazendo da cidade a melhor cobertura vacinal do Vale do Ribeira até o momento.

05/03/2018